O “slice” e o “chop” são, essencialmente, golpes de defesas, que em algumas poucas circunstâncias, podem ser usados em ataque, mas esse ataque é sempre sutil e com finesse, nunca um jogo de pura força.
Executando “slice” ou “chop”, deverá haver uma ligeira tendência a inclinar a cabeça da raquete para trás, mas sem exagerar, o contrário a bola será atirada para o ar. A diferença entre os dois golpes está no ângulo formado pela cabeça da raquete e a trajetória da bola. No “chop” o ângulo formado é maior do que 45° e no “slice” o ângulo formado é menor do que 45°. A técnica de execução de ambos os golpes é quase a mesma, enquanto o draive é sempre golpeado com movimento ascendente, em linha com a trajetória da bola, dando-lhe o efeito “topspin”, no “chop” e no “slice” são sempre golpeados em linha com a trajetória da bola, para baixo, com efeito descendente “backspin”. Assim ao passo que a bola no draive ao bater no chão pula para a frente, devido ao seu efeito ascendente, a “chop” e “slice”, devido a seu efeito contrário, tem a tendência a parar e afundar.
O “chop” e o “slice” não são, definitivamente, golpes de grande velocidade, uma vez que, o efeito contrário agindo contra o ar, faz com que a bola se levante e flutue. É um golpe que deve ser dado paralelo ao solo ou, se o pulo da bola for suficientemente alto.
Os principais usos do “chop” e do “slice” são:
- Para quebrar o ritmo de seu adversário, mesclando-o com draives e para diminuir, em um ponto, a velocidade e o tempo (defesa).
- Para devolução de saques muito rápidos (defesa).
- Para controlar as bolas que o apanhem fora de posição, particularmente as que pulem alto demais, para a execução de um draive (defesa).
- Como um golpe agressivo, atrás do qual se suba à rede (ataque).
Note que três, dos seus quatro maiores usos, são defensivos e somente um é de ataque. Mesmo este não é tão bom quando um draive, para ser usado frequentemente.




